Bastidores do Roteiro Cerradão Goiano ou Viagem ao Centro do Brasil: economizar não é de graça!

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A gente gosta muito de falar de gastos de viagem. Nosso grande objetivo quando criamos o blog era poder compartilhar nossas andanças e inspirar pessoas a se jogarem na estrada, com muito ou pouco recurso.

Aí é que vem o “pulo do gato”. Tudo na vida se trata de escolhas. Nós também gostamos de vez ou outra se hospedar num local mais caro e confortável ou ir a um bom restaurante, mas pra nós o mais importante mesmo é poder estar mais tempo viajando. Entre ficar 7 dias num resort incrível com tudo incluído ou 20 dias viajando por mais lugares num esquema mais simples nós ficamos sempre com a segunda opção.

E é bem isso: para viajar tanto como gostamos sem comprometer nosso orçamento, nós escolhemos nos longos roteiros reduzir custos em hospedagem e alimentação para, assim, poder ficar mais dias na estrada.

Não tem nenhuma mágica nisso. Nas viagens longas a gente monta o roteiro e escolhe as cidades. Daí começa a busca por hospedagens. Sempre priorizamos o Airbnb, que além de ser mais barato que hotel, nos permite também cozinhar e lavar roupas. Deixamos hotel e pousada para os destinos onde ficaremos poucas noites e aquelas viagens mais curtas, onde o objetivo é mesmo ficar mais “de boas”.

Muitos se impressionam como a gente consegue viajar por tantos dias gastando tão pouco. Vamos colocar aqui algumas fotos que mostram os nossos  “bastidores de viagem” do Roteiro Cerradão Goiano ou “Viagem ao Centro do Brasil”, aquele momento pouco glamour que os blogueiros não costumam postar…kkkkkkk, mas a gente adora! Faz parte da viagem né?

As fotos que os blogueiros não mostram

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Catarina em sua garagem “cósmica” na casinha que a gente alugou em Alto Paraíso de Goiás. Como ficamos lá 07 noites, escolhemos o local pelo preço: pegamos o mais barato e que nos permitia cozinhar e lavar roupas. Simples de tudo, zero luxo.
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A nossa casinha em Alto Paraíso, que na verdade, era uma edícula, nos fundos da casa principal. Notem que as janelas não eram amplas e o calor era intenso, então quando estávamos em casa deixávamos a porta aberta pra ventilar um pouco mais. Destaque para o nosso varal de roupas
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No mesmo local da nossa edícula tinha também para aluguel no Airbnb a casa principal, com cama de casal. Nós escolhemos a mais barata, que só tinha cama de solteiro. Dormimos “separados” por uma semana. (Retiramos o criado do meio e juntamos as camas, claro que ficou um vão enorme entre elas, mas ajudou). A diferença desta casinha para a maior era uns R$ 250,00 no período total de 7 dias e nós achamos melhor investir esta diferença em passeios ou alimentação externa
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Na estrada a caminho de São Domingos-GO (Terra Ronca), paramos para almoçar num restaurante de posto de beira de estrada no meio do nada. Custamos a achar algum lugar para comer. Olhem o valor da conta! (Muita gente torceria o nariz para comer lá dada a simplicidade, mas a gente é muito tranquilo com isso)
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A comida era simples mas tava bem boa. Almoçando literalmente no meio do “nada”. (Devia estar uns 50 graus no sol)
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O restaurante. A “doninha” lá no fundo era a mesma que cozinhava, atendia no balcão e cobrava
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Em longos roteiros costumamos levar o máximo de insumos possíveis de BH, tanto por praticidade como por economia. Taí a foto de um de nossos cafés da manhã no Airbnb de Alto Paraíso de Goiás: café, pão, queijo, geléia, goiaba, torrada, amêndoa e ovos mexidos (este compramos lá, creimdeuspai levar ovo na viagem). Teve até bem bom, não?
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Depois de um dia trilhando qual era a boa da noite? Lavar roupa, claro kkkkkk. (Ter um espaço para lavar e secar roupas em longos roteiros é vida. Ajuda a reduzir o tamanho da mala e também a economizar com lavanderia externa)
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Lanche de trilha que levamos também de BH: ameixa, castanha, banana chips. E uma das minhas tupperware. Não temos vergonha nenhuma de marmitar. Nós já marmitamos em pleno embarque do aeroporto de Guarulhos. Triste pra gente é pagar oitenta reais num pão de queijo ruim com café péssimo
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Pão, queijo e salame foi nosso almoço em quase todos os dias na Chapada dos Veadeiros. No meio do mato temos que levar a própria comida, não tem jeito, e isto acaba ajudando a economizar também. O queijo, o salame e o pão já levamos de BH
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Olha o queijo que levamos na Mala. De BH para Goiás ❤
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Estado de Catarina ao deixarmos Mambaí, o último destino “natural” do roteiro: no porta malas além das nossas bagagens, uma sacola com as comidas que levamos na viagem e água (em todo airbnb que a gente passava e tinha filtro, repúnhamos a água, logo o galão tava quase sempre cheio). Na parte de cima, um varal improvisado, secando roupas de trilha e as botas, que havíamos molhado numa cachoeira pela manhã. Detalhe: lavamos as roupas e as botas no chuveiro mesmo, no quarto do hotel
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Catarina, quando deixamos Mambaí, a caminho de Brasília. A ideia era chegar lá e achar um lava jato, mas não rolou. Acabou que terminamos todo o roteiro com ela assim. Ossos do ofício 😀
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**FAROFEIROS DETECTED**Esta já é de Pirenópolis, cidade bem mais cara que as demais que já tínhamos visitado. Fomos passar o dia numa cachoeira privada (todas lá são) e a entrada custava R$ 30,00 por pessoa. Tinha a opção de almoçar no restaurante deles, mas era caro também (algo tipo R$ 50,00 por pessoa). Então optamos por “marmitar”: sanduíche de atum, com direito a abrir a lata e montar o sanduíche lá mesmo

 

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Neste mesmo dia, chegando em nosso Airbnb fizemos janta: macarrão na manteiga e bife. Já havíamos passado no mercadinho local e feito umas comprinhas para repor o que tinha acabado e pegar carne. Um dia saímos a noite para comer fora, mas em longos roteiros a alimentação externa é a exceção, não a regra. Neste caso pesquisamos bem antes de escolher o lugar, olhamos avaliações no Trip Advisor e Facebook, além de contar com indicações de amigos e leitores – não gostamos de gastar nosso suado dinheirinho com coisas que realmente não valham a pena, mas se vale e estamos a fim, pagamos
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Café local, que adoramos. Em viagens longas sempre que nossos insumos vão acabando damos preferência a produtos locais: além de serem habitualmente mais baratos, podemos ter uma nova experiência. Gostamos tanto desse café que trouxemos 6 pacotes para presentear. Cada um custou uns 8 reais e os presenteados ficaram felizes da vida. Um presente bem mais barato do que uma camisa “Estive em Pirenópolis e me lembrei de você” e mais legal e original também, não acham?
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Em toda cidade eu gosto de ver o preço dos queijos só pra reclamar…kkkkkkkkkk. Tudo caro! Falo em alto e bom som: creimdeuspai lá em BH eu pago 20 reais no kilo!” (dona de casa mineira feelings)
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Foto no nosso Airbnb em Goiânia, o último destino do roteiro: um apartamento lindinho, no último andar de um prédio alto, com uma vista incrível – e pagamos barato. O calor tava tão intenso e nós tão cansados, que tiramos uma tarde inteira só pra descansar. Quando Mujica passou na TV aí não tivemos dúvidas: hoje a programação vai ser esta mesmo ❤

Vocês devem estar pensando que a gente só passa perrengue né? Mas não é assim não. Nós só damos prioridade ao que realmente importa pra gente. Se em determinada cidade tem um restaurante mais caro mas que queremos muito conhecer, nós vamos! Mas não todo dia, não toda hora. O restaurante caro e a hospedagem cara é a exceção, não a regra. Assim a conta fecha e a gente pode viajar muito mais.

Não faço ideia de quanto teríamos gastado neste roteiro se nos hospedássemos somente em hotéis melhores e comêssemos o tempo todo na rua ou se ainda tivéssemos que gastar com lavanderia. Só sei que provavelmente teríamos que ficar menos dias viajando e esta nunca é uma opção pra gente!

 

 

Roteiro Cerradão Goiano ou “Viagem ao Centro do Brasil”

Realizado em: OUT/2018

Paracatu- MG – 01 noite (Village Hotel)

Alto Paraíso de Goiás- GO – 07 noites  (Airbnb)

Terra Ronca- GO- 02 noites (Pousada São Mateus)

Mambaí- GO- 02 noites (Irio Hotel)

Brasília – DF – 04 noites (Couchsurfing)

Pirenópolis – GO – 03 noites (Airbnb)

Cidade de Goiás- GO – 01 noite (Pousada Chácara da Dinda)

Goiânia- GO – 03 noites (Airbnb)

Total – 23 noites

Meio de transporte: Carro próprio – “Catarina” .

Distância total percorrida : 4.817 kms

Custo médio de hospedagem ao dia para o casal: R$81,21

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