Conheça o Museu Cabangu, a casa onde nasceu Santos Dumont

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Eu, Vanessa, sou de Juiz de Fora. Indo ou voltando de BH sempre passava às margens da cidade, na BR 040 e pensava: “um dia vou parar para conhecer a casa de Santos Dumont”.

Até que Leonardo sugeriu que fossemos até lá e assim foi feito. Passamos um final de semana em Juiz de Fora com minha família e no domingo pegamos estrada para BH um pouco mais cedo, a fim de parar em Santos Dumont.

O Museu fica na zona rural da cidade que leva o nome de seu filho ilustre e é bem fácil de chegar, o Gmaps nos guia até lá corretamente. O caminho é bem bonito, uma estrada que faz parte da Estrada Real. Assim que a gente vai chegando já nota o estacionamento numa ampla área gramada, antes mesmo de cruzarmos a linha do trem.

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Antes de chegarmos à Fazenda vemos a linha férrea e já dentro da casa a surpresa: descobrimos que quem a projetou em toda sua extensão foi o pai de Santos Dumont!

A porteira da Fazenda é aberta e embora exista uma placa informando da taxa de visitação no valor de R$2,00, não havia ninguém para cobrar.  Apenas um soldado faz a guarda do local e logo na entrada da casa, uma caixa sugere doações espontâneas, para ajudar na manutenção e cuidados com o espaço. Podemos entrar na casa e andar, livremente por todos os cômodos.

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A casa abriga mobiliário, documentos, objetos pessoais e muitas fotos que contam  história do pai da aviação e sua relação muito próxima com a casa. Ali ele criou gado e, mesmo a distância, cuidava de detalhes como manutenção e gerenciamento dos negócios, como podemos ver em cartas que enviava ao caseiro João.

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O quarto do aviador, com mobília e objetos preservados

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Uma das várias cartas/mensagens que Santos Dumont enviou a João, seu caseiro: ele dava orientações diretas sobre os cuidados da propriedade

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Santos Dumont viveu na casa até os dois anos de idade e voltou a residir nela por apenas um ano em 1919, quando a casa lhe foi doada pelo Governo Federal. Porém no ano seguinte precisou deixar a casa e voltar à Europa para tratar questões de saúde.

No Museu encontramos informações que explicam o motivo da família ter se instalado em local tão ermo. Henrique Dumont, pai do aviador, era um engenheiro francês e foi encarregado, em 1872, de construir um trecho da Estrada de Ferro Central do Brasil, na subida da Serra da Mantiqueira. O  canteiro de obras foi fixado na localidade de Cabangu e por isto a família se instalou em uma fazenda próxima, a fazenda que visitamos. Nesta casa nasceu Santos Dumont, em 1873.

Além da engenharia, Henrique dedicou-se também às plantações de café. Tratava-se portanto de uma família bastante rica e por isto Santos Dumont sempre pode frequentar bons colégios, inclusive na Europa.

 

 

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Santos Dumont era bastante engenhoso e planejou um chuveiro com um balde furado, algo bem inovador para a época. Em sua casa de verão em Petrópolis vemos a mesma instalação
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A casa original não tinha banheiro na parte de dentro, como era habitual nas antigas fazendas. Santos Dumont adaptou-a para ter este banheiro e por isto a janela ficou dividida por uma parede, construída a posteriori justamente para isolar este cômodo e transformá-lo em banheiro
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Réplica de sua casa de verão em Petrópolis-RJ: conhecida como “A Encantada”

Eu já tinha conhecido a casa de verão que o aviador projetou na cidade de Petrópolis, mas ainda não tinha conhecido sua casa de origem. Foi uma experiência muito boa, parece que assim a gente vai meio que juntando os retalhos e completando sua história.

Depois de visitar a casa a gente ainda pode explorar uma área externa verde que se assemelha a um parque. Uma réplica do 14 Bis encanta os visitantes.

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Réplica do famoso 14 Bis: ao fundo uma casa da aeronáutica, que hoje é a instituição responsável pelos cuidados com o local

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Várias construções em formato de cabana (hoje abandonadas) sugerem que ali, em outros tempos, outros espaços existiram. Pelo que pude ver através dos vidros, banners com a história de Santos Dumont provavelmente indicam que ali havia algum trabalho histórico relacionado ao pai da aviação, mas na data de nossa visita nada mais existia. Estava mesmo tudo fechado, sujo, bagunçado, mostrando claro abandono das instalações.

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Todas essas cabanas estão aparentemente abandonadas

A partir destas cabanas, seguindo uma estradinha asfaltada chegamos a uma área de lazer com esturutra de lanchonete (que também parece não abrir mais) , mesas e cadeiras de madeira e churrasqueiras. Fomos num domingo pela manhã e não havia ninguém lá: o mato carecia de ser roçado e acreditamos que ali um dia foi uma área mais frequentada por moradores para lazer.DSC_0808DSC_0813-2

Durante todo o tempo de nossa visita vimos por lá apenas um casal caminhando com o cachorro.

Apesar da área externa estar mais mal cuidada ela ainda mantém-se bonita e agradável, boa para um curto passeio ou uma caminhada mesmo.

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A cidade de Santos Dumont faz parte da Estrada Real, Caminho Novo, e tem fácil acesso: está às margens da BR 040 a 50 kms de Juiz de Fora. A visita ao Museu Cabangu é parada obrigatória para os turistas que querem percorrer a Estrada Real.

Mais alguns registros que fizemos por lá:

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O trem passando na linha férrea que está em frente à propriedade

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De boas, esperado o trem

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Museu de Cabangu

Rodovia BR-499, Santos Dumont – MG, 36240-000

Diariamente de 08 as 17 hs

Telefone: (32) 3251-3646

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8 comentários em “Conheça o Museu Cabangu, a casa onde nasceu Santos Dumont

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  1. Apesar dos trancos e barrancos, é tão gostoso de ver a nossa história sendo preservada em espaços como esses. Deve ser um tanto quanto emocionante conhecer a casa onde Santos Dumont morou, mesmo que por pouco tempo!

  2. Eu adoro visitar as casas de origem de personagens tão importantes da nossa cultura e historia. Adorei seu post

  3. Oi Vanessa e Leo
    Sempre passei por Santos dumont mas nunca tive a curiosidade de parar ou saber se havia um museu, ainda bem que tenho vocês! em minha p´roxima passagem por lá vou me programar para parar! Podia tanto ser um lugar melhor explorado né, tão lindo! Adorei a área verde externa!
    beijosssss

    1. Ei querida! Ficamos felizes em contribuir nas suas próximas “andanças”. Tem muita coisa pertinho que a gente nem conhece né?

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