Parque Estadual Serra do Papagaio, em Alagoa

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“O Parque Estadual da Serra do Papagaio, com 22.917 hectares, está localizado na Serra da Mantiqueira, região sul de Minas Gerais e abrange os municípios de Aiuruoca, Alagoa, Baependi, Itamonte e Pouso Alto. É um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica do Estado, adquirindo ainda maior importância por possuir formações mistas de campos, matas e áreas de enclave com Floresta de Araucária”. Fonte: WikiParques

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Foi criado em 1998 com objetivo de preservação ambiental e não oferece manejo para visitação. Isso quer dizer que não se trata de um parque estruturado. Não há cobrança de taxa de visitação, tampouco qualquer estrutura turística. Em pesquisas identificamos que em sua área existem muitas cachoeiras, mas segundo nos informamos na cidade de Alagoa, as trilhas não são bem demarcadas e sinalizadas, sendo somente seguro visitá-lo com alguém na região que conheça bem os caminhos.

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Estradinha pela qual passamos para chegar à portaria do Parque
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Esta teoricamente seria a “portaria” do Parque, mas não há nada lá, além deste “portal” e uma guarita fechada

Seguimos mais um pouco nesta estrada e chegamos a uma porteira fechada. Pelo que soubemos depois poderíamos ter entrado, mas como não pensávamos em explorar nenhum dos atrativos do local, pela ausência de indicações nas trilhas, decidimos voltar e preferimos fazer a Trilha para o Pico de Santo Agostinho (também conhecido por Pico do Garrafão), que também fica na área do Parque, porque esta sim é sinalizada.

Partindo de Alagoa, o caminho até o início da trilha é bem tranquilo e muito bonito. Existem algumas placas no caminho indicando o local.

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O pico ao alto (em meio às nuvens) e a placa indicando o caminho

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Dando aquela checadinha em Catarina

Para chegar ao início da trilha temos que passar pela porteira de uma propriedade. Eu fui lá falar com o moço pra perguntar se a gente podia passar e ele foi super simpático, a porteira muito provavelmente está lá mais para evitar que os animais saiam da propriedade.

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Para acessar o início da trilha a gente passa por esta casinha e logo em frente, há a porteira
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Ponto máximo onde chegamos de carro – a trilha começa efetivamente neste portão. O pico é aquele láááá no alto, à direita na foto
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Início da trilha nesta estradinha linda, gramada e rodeada de flores

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A trilha vai toda bem demarcada, não tem erro

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Depois que a estradinha de flores termina, começa a primeira e pior subida: bem íngreme e com exigência física mais punk
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Terminando esta primeira subida olha a vista que a gente tem
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A gente caminha por um tempo num relevo mais plano, até pegar uma nova subida. Nesta parte mais plana encontramos este casal, com quem trocamos prosa e dicas da trilha
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Depois da primeira subida a gente anda um bom tempo em terreno assim: sem árvores, mato baixo, trilha bem demarcada
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Aquela formação rochosa ao meio, onde avistamos três montanhas pequenas lado a lado é o Pico do Papagaio, em Aiuruoca

 

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Esta foi a parte mais alta que eu, Vanessa, cheguei.  Aqui paramos para descansar e a chuva tava começando a se formar..
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Lá vem a chuva!
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Leonardo ainda foi um pouco à frente e chegou bem mais perto do alto do pico. Daí ele pegou mais uma parte pequena de subida, porém menos intensa do que a primeira.  Com a chuva apertando achamos melhor descer, por questão de segurança

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Não tem muito onde se sentar por lá, tudo é mato e quase não há sombra: esta pedra foi o melhor local que conseguimos para um descanso e lanche

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A trilha termina lá no topo da pedra. Há quem suba e acampe, para descer no outro dia, pelo que pesquisamos há área plana indicada para camping no topo. Como não chegamos até lá não podemos dizer das condições lá em cima
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Pico de Santo Agostinho

 

Em suma: a trilha é pesadinha, mas nada impossível, ela é considerada de dificuldade MODERADA. A primeira subida é a mais puxada, depois ficamos um bom tempo numa subida mais suave, descampada. Na hora que começaríamos a última subida, que novamente parecia um pouco mais íngreme, a chuva chegou e desistimos.

Mas se eu, Vanessa, consegui quase chegar, acredite, você também consegue. 😀

DICAS: Leve água, não há ponto de abastecimento pelo caminho. O sol castiga o tempo todo, importante ir com camisa de manga comprida, chapéu e usar protetor. Lanche de trilha desejável, pela extensão do percurso. São 3,5 km até o topo. Veja detalhes da trilha no Wikiloc.

Um outro atrativo não sinalizado do parque mas que demos a sorte de conhecer foi um Antigo túnel escavado por escravos para mineração. Fica também dentro da área do Parque, mas parece que não é considerado oficialmente um atrativo deste, é uma coisa que corre mais na boca dos moradores mesmo. O túnel tem 500m de extensão e foi escavado no Séc. XVII para a atividade de garimpo de ouro.

Fomos levados até o local por Dalmo, nosso anfitrião na Pousada Trilha do Ouro. Ele nos ensinou o caminho e tentamos chegar sozinhos, mas não o achamos. Depois ele voltou conosco lá: é realmente bem difícil de achar sozinho – a trilha não é bem clara e, num dado momento, para acessá-lo, é preciso descer um barranco mais íngreme.

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Só a trilha que percorremos para chegar ao túnel já é belíssima

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O túnel não tem nenhuma sinalização em placas e nem no GPS. A gente segue pros lados do Garrafão (bairro rural) e passa por uma Lagoa. Logo depois, à direita, tem um recuo na estradinha de terra e uma porteira. Ali a gente deixa o carro e segue a pé. Porém partindo dali fica meio que impossível dar qualquer orientação, já que não há uma trilha demarcada. O melhor esquema é pedir algum morador para te levar lá

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Estas últimas quatro fotos fizemos no dia em que tentamos achar o túnel sozinhos: ficamos andando sem nada encontrar. Mas o cenário é lindo, vai?

Nossos agradecimentos ao dono da pousada Trilha do Ouro, Dalmo, que gentilmente nos guiou até o túnel.

O Parque Estadual da Serra do Papagaio tem uma área belíssima, com vegetação rica e preservada. Porém a falta de estrutura para o visitante prejudica bastante a experiência de quem quer explorá-lo. A melhor forma de aproveitá-lo é mesmo com um guia local ou fazendo a Trilha para o Pico de Santo Agostinho, o único atrativo que mantém sinalização.

 

 

 

 

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